Nestlé regista patente internacional para a prevenção da diabetes gestacional

A diabetes gestacional é um tema muito sério e as empresas estão dando atenção.

Prova disso é que a Nestlé registou uma patente, a nível internacional, para a combinação de mio-inositol e estirpes probióticas, dirigida a grávidas, lactantes e mulheres que pretendem engravidar.

As modificações hormonais próprias da gravidez contribuem para o aumento da resistência à insulina e para o aumento da glicose plasmática, condições que promovem a transferência de nutrientes da mãe para o feto. Habitualmente, estas alterações são contrariadas pelo aumento da produção de insulina na grávida. Contudo, algumas mulheres não são capazes de produzir insulina suficiente para contrabalançar as alterações, o que pode resultar no desenvolvimento da Diabetes mellitus gestacional.

A patente da Nestlé

A patente em causa assume a combinação da estirpe Lactobacillus rhamnosus GG e Bifidobacterium lactis BB12 com mio-inositol, a qual pode minimizar a excesso de gordura acumulada em grávidas ou em mulheres que desejam engravidar, podendo contribuir para o tratamento ou prevenção da diabetes mellitus gestacional e de patologias associadas, em mães e filhos (caso o produto que contenha a patente seja ingerido antes ou durante a gravidez).

Em 2015, em quatro ensaios controlados que envolveram 567 mulheres, concluiu-se que o mio-inositol usado como suplemento alimentar durante a gravidez era uma promessa na prevenção da diabetes gestacional. Para apurar estes resultados foram então efetuados novos estudos. Num deles, verificou-se que o mio-inositol estava associado a uma redução na taxa de incidência da diabetes gestacional de 28%, em mulheres que não tomaram o suplemento, para valores entre os 8% e os 18%, em mulheres que o tomaram.

No que se refere à suplementação com probióticos, no período perinatal, é considerada como uma estratégia segura e promissora no que diz respeito a promover a saúde durante a gravidez, através da modulação da flora e permeabilidade intestinal, bem como através da manutenção da homeostasia metabólica e imunitária. Contudo, atualmente, na União Europeia, não existem alegações de saúde aprovadas para estes efeitos.

Fonte

Gostou do Assunto? Deixe seu comentário...

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *