F1 surpreende, registra patente do tradicional ‘shoey’ de Ricciardo e causa polêmica na Austrália

O termo ‘shoey’ foi utilizado pela primeira vez em 2002, durante ações comerciais da marca australiana de roupas ‘The Mad Hueys’. Mesmo assim, os direitos de uso sobre a expressão, popularizada por Daniel Ricciardo, agora pertencem ao grupo responsável por licenciamento de produtos oficiais da F1

O ‘shoey’ de Daniel Ricciardo pertence oficialmente à F1: a Formula One Licensing recebeu o direito de usar o termo como marca registrada, podendo vender produtos que fazem referência ao ritual de Ricciardo no pódio. A manobra, ousada, vem cercada de controvérsia: o termo não se originou no automobilismo, sendo utilizado pela primeira vez em 2002 pela marca australiana de roupas ‘The Mad Hueys’.

A ‘The Mad Hueys’ popularizou o termo ‘shoey’ através de seus garotos propaganda, Dean e Shaun Harrington. Seguindo uma linha mais despojada e radical da marca, que vende roupas para surfistas e pescadores, a dupla começou a fazer aparições bebendo champanhe e bebidas em geral direto dos calçados.

A celebração virou moda na Austrália, logo sendo replicadas por pilotos. Em 2016, Jack Miller e Daniel Ricciardo começaram a beber champanhe das sapatilhas respectivamente na MotoGP e na F1.

Daniel Ricciardo popularizou o ‘shoey’ na F1 (Foto: Red Bull Content Pool)

O ‘shoey’, portanto, passou a ser uma tradição australiana. Mas agora pode ser utilizada pela F1 para a venda de produtos. De acordo com o jornal britânico ‘Independent’, o registro do termo vale para uma categoria que envolve a venda de copos, canecas, garrafas e derivados. Ainda de acordo com a publicação, a categoria também quis usar ‘shoey’ em roupas, mas esbarrou na família Harrington, da ‘The Mad Hueys’ – Korinne, parente de Dean e Shaun, registrou o termo na categoria de artigos de vestuário.

A F1 ainda não anunciou a intenção de vender produtos estampando o ‘shoey’ de Ricciardo, mas o ‘Independent’ espera que isso vire realidade nos próximos meses. A manobra iria de acordo com a postura do Liberty Media, grupo que comprou os direitos da categoria em 2016 e que trabalha para construir uma imagem mais voltada ao público jovem.

Fonte: Grande Prêmio

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